Comparar propostas de site é difícil porque elas raramente falam a mesma língua. Uma cobra por página, outra por hora, a terceira manda um PDF com três frases e um valor. E você precisa decidir com dinheiro real.
Este texto mostra o que uma proposta séria contém, sete sinais de alerta que aparecem com frequência e as perguntas que separam fornecedor de risco.
O que uma proposta séria contém
Não precisa ser um documento de trinta páginas. Precisa ser verificável. Sete blocos bastam:
- Entendimento do problema. Um parágrafo que mostre que a pessoa ouviu você: o que o negócio vende, para quem, e o que o site precisa provocar. Se a proposta poderia ser enviada para qualquer empresa, ninguém ouviu.
- Escopo em itens. Quantas telas únicas de design, quais páginas, quais funcionalidades, quantos idiomas, quantas rodadas de revisão.
- O que está fora. Tão importante quanto o que está dentro. Fotografia, logo, textos, anúncios, tradução, migração de conteúdo antigo. Escrever isso evita a briga do segundo mês.
- Cronograma com datas. Etapas, entregas e o que depende de você. Se você demora dez dias para aprovar um layout, o prazo anda dez dias.
- Tecnologia e onde vai rodar. Qual plataforma, qual hospedagem, quem administra.
- Condições comerciais. Forma de pagamento, valores recorrentes, garantia após publicação, custo de hora extra fora do escopo.
- Propriedade. Uma cláusula dizendo que domínio, código, conteúdo e contas são seus após quitação. Detalhes em de quem é o seu site.
Sem esses blocos, você não está comparando preços, está comparando promessas. As faixas de referência para saber se o valor faz sentido estão em quanto custa um site profissional.
Red flag 1: preço sem escopo
"Site institucional completo: R$ 4.900." Só isso.
O problema não é o valor, é a ausência de definição. Completo significa quantas páginas? Design próprio ou template? Quem escreve? Blog entra? Quantas revisões? Sem escopo escrito, qualquer discordância futura vira palavra contra palavra, e quem perde é quem pagou.
O que fazer: peça a mesma proposta com escopo em itens. Se o valor mudar muito depois disso, você descobriu por que ele era baixo.
Red flag 2: "páginas ilimitadas"
Ninguém entrega trabalho ilimitado por preço fixo. A promessa se sustenta de uma única forma: todas as páginas usam o mesmo layout com o texto trocado. Nesse caso, "ilimitadas" é verdade e não significa nada, porque o custo de duplicar um template é próximo de zero.
O que custa é a tela única: um layout novo, pensado, desenhado e implementado. Uma proposta honesta conta telas únicas, não URLs.
O que fazer: pergunte quantos layouts diferentes estão incluídos e quanto custa cada layout adicional.
Red flag 3: sem prazo de entrega definido
"Entregamos rápido" não é prazo. "Em torno de um mês e meio" também não, porque não tem início nem marco intermediário.
Uma proposta com prazo real tem etapas: descoberta, arquitetura, design das telas, aprovação, desenvolvimento, revisão, publicação. E diz o que trava cada etapa. Sem isso, o projeto arrasta por meses e você não consegue nem reclamar com base em nada.
O que fazer: peça cronograma com datas e uma cláusula sobre atraso, dos dois lados.
Red flag 4: código proprietário sem cláusula de exportação
Algumas empresas constroem sobre plataforma própria e fechada. Isso pode ser legítimo, desde que a proposta responda: se eu sair, o que eu levo?
O cenário ruim: você paga anos de mensalidade, decide trocar de fornecedor e descobre que não existe forma de exportar o site. Você leva o domínio e os textos que você mesmo escreveu. Recomeça do zero, e o posicionamento na busca vai junto.
O que fazer: exija por escrito o direito de exportar conteúdo em formato aberto e, quando houver código customizado, o acesso ao repositório ou aos arquivos. Mesmo em plataforma fechada, exportação de conteúdo é negociável.
Red flag 5: hospedagem obrigatória com a agência
Hospedar com quem desenvolveu costuma ser bom: a pessoa conhece o ambiente e resolve incidentes mais rápido. O problema é a palavra obrigatória.
Se o contrato diz que o site só funciona na infraestrutura da agência e não há caminho de saída, o valor da mensalidade pode subir sem que você tenha alternativa. Isso deixa de ser serviço e vira dependência.
O que fazer: aceite a hospedagem, mas peça a cláusula de portabilidade: em caso de encerramento, a agência entrega arquivos, banco de dados e instruções de migração em prazo definido. Para entender qual ambiente você precisa, veja hospedagem compartilhada, VPS e cloud.
Red flag 6: primeiro lugar no Google garantido
Ninguém controla o ranqueamento do Google. Nem quem trabalha com isso há vinte anos. O que dá para garantir é trabalho técnico: site indexável, arquitetura correta, velocidade dentro dos limiares de Core Web Vitals, dados estruturados, conteúdo publicado com frequência.
Existe uma exceção que confunde: é fácil "garantir primeiro lugar" para o próprio nome da empresa, porque quase não há concorrência. Isso não traz cliente novo.
O que fazer: peça que a promessa seja reescrita como entrega verificável. Em vez de "primeiro lugar", algo como "site indexado, sitemap enviado, dados estruturados validados e relatório mensal do Search Console". O checklist de SEO técnico serve de referência do que cobrar.
Red flag 7: sem contrato escrito
Proposta aceita por mensagem, sem contrato, é comum e quase sempre dá errado no momento em que algo sai do previsto: alguém adoece, o escopo cresce, o pagamento atrasa, o projeto para.
Um contrato simples de duas ou três páginas já resolve: escopo anexo, prazos, valores, propriedade intelectual, confidencialidade, condições de rescisão e o que acontece com o que já foi produzido.
O que fazer: se o fornecedor evita contrato, esse é o único sinal de alerta desta lista que sozinho justifica encerrar a conversa.
As 8 perguntas para fazer antes de fechar
Mande por e-mail e guarde as respostas. E-mail é documento.
- Quantas telas únicas de design estão incluídas e quanto custa uma adicional?
- Quem escreve os textos e quantas rodadas de revisão entram no preço?
- Qual tecnologia será usada e quem mais no mercado consegue dar manutenção nela?
- Consigo publicar conteúdo sozinho pelo painel, sem chamar vocês?
- O domínio e as contas de Analytics e Search Console ficam em nome da minha empresa?
- Qual é a garantia após a publicação e o que ela cobre?
- Existe backup automático e a restauração já foi testada? O tema está detalhado em backup e continuidade.
- Qual é o custo mensal depois de entregue, e o que ele inclui? Compare com a rotina de manutenção esperada.
Fornecedor bom responde as oito sem rodeio, porque já pensou nelas antes de você perguntar. Fornecedor que se irrita com a pergunta cinco ou com a pergunta sete está dizendo algo importante.
Um último critério: peça para ver o que já foi entregue
Portfólio é o teste mais barato que existe. Abra dois ou três sites que a empresa fez, no celular, com a rede de dados. Veja se carrega rápido, se o menu funciona, se o formulário envia, se os textos dizem alguma coisa. Depois procure o nome desses clientes no Google e veja se o site aparece.
Esse teste de cinco minutos vale mais que qualquer apresentação.
A ALB Seven entrega proposta com escopo item a item, cronograma com datas e propriedade integral no seu nome. Veja projetos reais no portfólio e fale com a gente para receber uma proposta que aguenta ser comparada.