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    Como Avaliar uma Proposta de Criação de Site (e as 7 Red Flags)

    18/06/2026
    8 min de leitura
    Como Avaliar uma Proposta de Criação de Site (e as 7 Red Flags)

    Comparar propostas de site é difícil porque elas raramente falam a mesma língua. Uma cobra por página, outra por hora, a terceira manda um PDF com três frases e um valor. E você precisa decidir com dinheiro real.

    Este texto mostra o que uma proposta séria contém, sete sinais de alerta que aparecem com frequência e as perguntas que separam fornecedor de risco.

    O que uma proposta séria contém

    Não precisa ser um documento de trinta páginas. Precisa ser verificável. Sete blocos bastam:

    1. Entendimento do problema. Um parágrafo que mostre que a pessoa ouviu você: o que o negócio vende, para quem, e o que o site precisa provocar. Se a proposta poderia ser enviada para qualquer empresa, ninguém ouviu.
    2. Escopo em itens. Quantas telas únicas de design, quais páginas, quais funcionalidades, quantos idiomas, quantas rodadas de revisão.
    3. O que está fora. Tão importante quanto o que está dentro. Fotografia, logo, textos, anúncios, tradução, migração de conteúdo antigo. Escrever isso evita a briga do segundo mês.
    4. Cronograma com datas. Etapas, entregas e o que depende de você. Se você demora dez dias para aprovar um layout, o prazo anda dez dias.
    5. Tecnologia e onde vai rodar. Qual plataforma, qual hospedagem, quem administra.
    6. Condições comerciais. Forma de pagamento, valores recorrentes, garantia após publicação, custo de hora extra fora do escopo.
    7. Propriedade. Uma cláusula dizendo que domínio, código, conteúdo e contas são seus após quitação. Detalhes em de quem é o seu site.

    Sem esses blocos, você não está comparando preços, está comparando promessas. As faixas de referência para saber se o valor faz sentido estão em quanto custa um site profissional.

    Red flag 1: preço sem escopo

    "Site institucional completo: R$ 4.900." Só isso.

    O problema não é o valor, é a ausência de definição. Completo significa quantas páginas? Design próprio ou template? Quem escreve? Blog entra? Quantas revisões? Sem escopo escrito, qualquer discordância futura vira palavra contra palavra, e quem perde é quem pagou.

    O que fazer: peça a mesma proposta com escopo em itens. Se o valor mudar muito depois disso, você descobriu por que ele era baixo.

    Red flag 2: "páginas ilimitadas"

    Ninguém entrega trabalho ilimitado por preço fixo. A promessa se sustenta de uma única forma: todas as páginas usam o mesmo layout com o texto trocado. Nesse caso, "ilimitadas" é verdade e não significa nada, porque o custo de duplicar um template é próximo de zero.

    O que custa é a tela única: um layout novo, pensado, desenhado e implementado. Uma proposta honesta conta telas únicas, não URLs.

    O que fazer: pergunte quantos layouts diferentes estão incluídos e quanto custa cada layout adicional.

    Red flag 3: sem prazo de entrega definido

    "Entregamos rápido" não é prazo. "Em torno de um mês e meio" também não, porque não tem início nem marco intermediário.

    Uma proposta com prazo real tem etapas: descoberta, arquitetura, design das telas, aprovação, desenvolvimento, revisão, publicação. E diz o que trava cada etapa. Sem isso, o projeto arrasta por meses e você não consegue nem reclamar com base em nada.

    O que fazer: peça cronograma com datas e uma cláusula sobre atraso, dos dois lados.

    Red flag 4: código proprietário sem cláusula de exportação

    Algumas empresas constroem sobre plataforma própria e fechada. Isso pode ser legítimo, desde que a proposta responda: se eu sair, o que eu levo?

    O cenário ruim: você paga anos de mensalidade, decide trocar de fornecedor e descobre que não existe forma de exportar o site. Você leva o domínio e os textos que você mesmo escreveu. Recomeça do zero, e o posicionamento na busca vai junto.

    O que fazer: exija por escrito o direito de exportar conteúdo em formato aberto e, quando houver código customizado, o acesso ao repositório ou aos arquivos. Mesmo em plataforma fechada, exportação de conteúdo é negociável.

    Red flag 5: hospedagem obrigatória com a agência

    Hospedar com quem desenvolveu costuma ser bom: a pessoa conhece o ambiente e resolve incidentes mais rápido. O problema é a palavra obrigatória.

    Se o contrato diz que o site só funciona na infraestrutura da agência e não há caminho de saída, o valor da mensalidade pode subir sem que você tenha alternativa. Isso deixa de ser serviço e vira dependência.

    O que fazer: aceite a hospedagem, mas peça a cláusula de portabilidade: em caso de encerramento, a agência entrega arquivos, banco de dados e instruções de migração em prazo definido. Para entender qual ambiente você precisa, veja hospedagem compartilhada, VPS e cloud.

    Red flag 6: primeiro lugar no Google garantido

    Ninguém controla o ranqueamento do Google. Nem quem trabalha com isso há vinte anos. O que dá para garantir é trabalho técnico: site indexável, arquitetura correta, velocidade dentro dos limiares de Core Web Vitals, dados estruturados, conteúdo publicado com frequência.

    Existe uma exceção que confunde: é fácil "garantir primeiro lugar" para o próprio nome da empresa, porque quase não há concorrência. Isso não traz cliente novo.

    O que fazer: peça que a promessa seja reescrita como entrega verificável. Em vez de "primeiro lugar", algo como "site indexado, sitemap enviado, dados estruturados validados e relatório mensal do Search Console". O checklist de SEO técnico serve de referência do que cobrar.

    Red flag 7: sem contrato escrito

    Proposta aceita por mensagem, sem contrato, é comum e quase sempre dá errado no momento em que algo sai do previsto: alguém adoece, o escopo cresce, o pagamento atrasa, o projeto para.

    Um contrato simples de duas ou três páginas já resolve: escopo anexo, prazos, valores, propriedade intelectual, confidencialidade, condições de rescisão e o que acontece com o que já foi produzido.

    O que fazer: se o fornecedor evita contrato, esse é o único sinal de alerta desta lista que sozinho justifica encerrar a conversa.

    As 8 perguntas para fazer antes de fechar

    Mande por e-mail e guarde as respostas. E-mail é documento.

    1. Quantas telas únicas de design estão incluídas e quanto custa uma adicional?
    2. Quem escreve os textos e quantas rodadas de revisão entram no preço?
    3. Qual tecnologia será usada e quem mais no mercado consegue dar manutenção nela?
    4. Consigo publicar conteúdo sozinho pelo painel, sem chamar vocês?
    5. O domínio e as contas de Analytics e Search Console ficam em nome da minha empresa?
    6. Qual é a garantia após a publicação e o que ela cobre?
    7. Existe backup automático e a restauração já foi testada? O tema está detalhado em backup e continuidade.
    8. Qual é o custo mensal depois de entregue, e o que ele inclui? Compare com a rotina de manutenção esperada.

    Fornecedor bom responde as oito sem rodeio, porque já pensou nelas antes de você perguntar. Fornecedor que se irrita com a pergunta cinco ou com a pergunta sete está dizendo algo importante.

    Um último critério: peça para ver o que já foi entregue

    Portfólio é o teste mais barato que existe. Abra dois ou três sites que a empresa fez, no celular, com a rede de dados. Veja se carrega rápido, se o menu funciona, se o formulário envia, se os textos dizem alguma coisa. Depois procure o nome desses clientes no Google e veja se o site aparece.

    Esse teste de cinco minutos vale mais que qualquer apresentação.

    A ALB Seven entrega proposta com escopo item a item, cronograma com datas e propriedade integral no seu nome. Veja projetos reais no portfólio e fale com a gente para receber uma proposta que aguenta ser comparada.

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